Holy Nothing - Moeda de Troca (feat. Luca Argel)

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"Moeda de Troca" é o segundo avanço do terceiro álbum dos Holy Nothing - "Fascínio e Miragem". Um encontro frutífero entre Holy Nothing e o carioca Luca Argel, que alarga a pesquisa da banda sobre os possíveis cruzamentos culturais entre Portugal e Brasil. Conscientes de uma história comum cheia de complexos ressentimentos, afastamentos e esquecimento, contrapostos pela imensa vontade de aproximação.

Pesquisa de arquivo de vídeo: Paulo Cunha Martins https://archive.org/
Montagem e Pós-produção: Paulo Cunha Martins
Grafismos: Koiástudio

Música por Holy Nothing
Letra por Pedro Rodrigues e Luca Argel
Produção por Holy Nothing
Mistura por Nuno Mendes
Masterização por Clara Araújo

Holy Nothing (PT)
https://www.instagram.com/holynothingmusic/
https://www.facebook.com/holynothingmusic?mibextid=wwXIfr

Luca Argel (BR/PT)
https://www.instagram.com/lucargel/
https://www.facebook.com/lucargel?mibextid=wwXIfr

MOEDA DE TROCA

Gente vira moeda
O ouro cai
Ficaram as pedras
Com que o povo se distrai

Com que o povo se distrai
Com que o povo se destrói
Com que o povo se destrói
Com que o povo se distrai

Como se constrói
Sobre a mágoa que dói?
Ponte que ruiu
Vitória que ninguém viu

Virá a maré
Onde a verdade tem pé
É sangue no chão
De uma luta que não foi em vão

Laços marcados,
Sonhos persistem
Serão raízes profundas?
Aqui Memória ou Esquecimento organizado
Da violência cruel?

Gente vira moeda
O ouro cai
Ficaram as pedras
Com que o povo se distrai

Com que o povo se distrai
Com que o povo se destrói
Com que o povo se destrói
Com que o povo se distrai

A história por cantar
Contas por acertar
O povo a sussurrar
(Virá o tempo)
A história por contar
Contas por ajustar
Vontade de purgar
(De dar o troco)

Agora as suas terras são minhas
Seus rios são meus
Suas praias, suas montanhas, suas árvores
São todas minhas
Os homens dessa terra são meus
Os corpos das mulheres e das crianças também
As suas línguas agora são a minha língua
Os seus deuses são agora o meu Deus
E para que nunca se lembrem
Que um dia foram donos de tudo isso
Farei uma máquina que fabricará esquecimentos
Enquanto rodarem as engrenagens da minha máquina
Ninguém terá memória do que foi tomado
Só que alguém se lembrou de esconder
Toda a memória do que aconteceu
Num lugar onde a máquina não alcançava
A música

Como se constrói
Sobre a mágoa que dói?
Ponte que ruiu
Vitória que ninguém viu

Virá a maré
Onde a verdade tem pé
É sangue no chão
De uma luta que não foi em vão

#moedadetroca #holynothing #lucaargel #fascinioemiragem

Categoria
Pop Letra H