Letra: A Culpa do Joni
Música: Fala Povo Fala
Cuatro Venezuelano e voz: A Culpa do Joni @aculpadojoni
Guitarra e voz: Jacaréu @jacareu
Percussão, Sonoplastia e voz: Senhor Vulcão @SENHORVULCAO
Baixo eléctrico: Mike Ghost
Produção, Captação e Engenharia: Mike Ghost n'O Santo Estúdio
Mistura e Masterização: Guilherme Gonçalves
Direção, realização e produção de vídeo: A Culpa do Joni
Câmara, Luz e Edição: Alexandre Murtinheira
Guarda Roupa e Styling: Mariana de Jesus e Beatriz Graciano
Maquilhagem: Beatriz Graciano
Adereços de cena: A Culpa do Joni
Empratamentos: José João Rijo e Florbela Salvador
Actores e figuração: A Culpa do Joni, Jacaréu, Senhor Vulcão, Inês Falafogo, Inês Rochato, Irina Raquel, João Azevedo, Laurinda Gonçalves, Margarida Valença, Mer Rose, Nuno Sousa, Pedro Ascenso, Raquel Palito, Rui Sousa
Agradecimentos: Ao casal Raquel Palito e Henrique Salvador por disponibilizarem a sala de jantar da sua casa para a rodagem do vídeo, ao Sr. Cordeiro e à Quinta do Cordeiro pelo empréstimo da toalha de mesa, ao Carlos Alves, da Fine Drinks, pelo apoio do vinho Migas e aos amigos da poesia e apoiantes deste projecto desde o dia da sua criação, que ajudaram a criar o ambiente festivo, cumplicidade e união presentes neste vídeo.
Notas finais: Este vídeo não contem a intervenção da Inteligência Artificial e toda a comida presente e usada no vídeo foram devidamente consumidos durante e após as filmagens, evitando assim, gerar desperdício de forma indevida.
Tenho uma grande travessa
E é o que eu tenho p'ro jantar
Eu só vejo queimaduras
De águas, fogos e sei lá
Outros já com bofetadas
Sem as peles já p’ra dar
Vejo corpos mutilados
Sem as esventras p’ra viver
No final sobram os ossos
E nem conseguem tremer
Tenho uma grande travessa
E é o que eu tenho p’ro jantar
Com calor e já escaldado
Corro sem saír daqui
Não encontro a saída
Dentro deste coliseu
Sinto a minha pele frita
Nas demências do que é ser
Escorre óleo das entranhas
E a saúde é p’ra esquecer
Tenho uma grande travessa
E é o que eu tenho p’ro jantar
Corre o ódio nas gargantas
E com doces por pagar
Já os copos sempre feios
Só aquecem mais o ar
Uns já cheios de sorrisos
Sobra muito p’ra comer
Seguem restos p’ro enterro
Ficam fomes por deter
Tenho uma grande travessa
E é o que eu tenho p’ro jantar
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