Jorge Rivotti • Fado do Bebedor

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Depois de alguns anos de hibernação, “Fado do Bebedor”, canção editada no álbum “Dias da Publicidade” (2001), volta a ter voz e com lugar de destaque no novo álbum de Jorge Rivotti "...As Tias no seu melhor”, colectânea agora só em formato Vinyl, com 10 temas (Santa Apolónia, Vas`ilha, Vida de Gaveta, Fado do Bebedor, À procura de um perfume, Tolok, Fado Emaranhado, Rosinha vem-te Comigo, Doce História e Dame Una Rosa), temas dos dois álbuns anteriores “…e outras canções que não quiseram ficar para Tias ", 1 e 2, editados em 2023 e 2025 respectivamente.
Sem ser uma apologia ao consumo, “Fado do Bebedor”, tema de apresentação do novo álbum, fala-nos da relação humana com a bebida, da forma como gerimos o estado inebriado.
Segundo a teoria do filme “Druk”, dirigido por Thomas Vinterberg, que nascemos com deficit de 0,5g de álcool no sangue, mostra-nos o impacto que o consumo alcoólico pode alterar e melhorar nossa relação social, com a consciência que a moderação é fundamental.
“Fado do Bebedor” é um pouco essa ideia, através de uma melodia não dramática, até um pouco festiva em consonância com a mensagem transmitida.
Jorge Rivotti


FADO DO BEBEDOR
Letra: António Pocinho
Música: Jorge Rivotti

Quando não há Sol, bebo álcool para aquecer
A cabeça, os pulmões e o coração
E deito-me então, ao entardecer
Em cima de qualquer lânguido verão

Transporto com o álcool a minha gravidade
Sou opaco à luz que de mim vem
E com o álcool eu não tenho idade
Nem dor, nem o aqui nem o além

Só bebo, quando bebo e nada mais
Assim o álcool não me fará mal
Se por acaso bebo demais
Bebo mais um copo no final

Voz e Coros: Jorge Rivotti
Guitarra Eléctrica e Coros: Rui Galveias
Contrabaixo e Coros: Miguel Gelpi
Braguinha e Coros: Gustavo Paixão

Categoria
Pop Letra J