No verão passado, 3% do nosso território nacional ardeu. No inverno, cidades e aldeias foram escorraçadas pelo vento trazido pela tempestade Kristin. Casas perderam função e forma.
Nesta canção, recuperamos as histórias ainda lembradas, mas que sabemos serem fáceis de deixar esquecer, celebramos ‘as nações intocáveis’ que somos quando estamos realmente juntos.
O cantar de quem ficou a ouvir soar alarmes que não chegaram aos ouvidos de quem reina.
Que fique registado, nesta nossa canção e vídeo, a força que nasceu da sua ausência.
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MÚSICA
Música: Xico Gaiato, Bia Maria, Constantino
Letra: Xico Gaiato, Bia Maria
Voz: Xico Gaiato, Bia Maria
Produção: Constantino
Adufes: Xico Gaiato, Constantino
Mistura: Guilherme Simões
Masterização: Bernardo Ramos
VÍDEO
Conceito: Xico Gaiato, Beatriz Catarino
Montagem Autoral: André Ivo
Imagens cedidas por:
- Júlia Morelli
- Maria Gavinhos
- Ana Cunha
- Camila Martins
- Joel Martins
- Cristina Constantino
- António Branco
- Pedro Costa
- João Jesus
- Raquel Azoia Gil
- Duarte Silva Franco
Assessoria de imprensa:
press@omnichord.pt
Booking:
booking@omnichord.pt
Distribuição digital:
MORADA e Altafonte Portugal
LETRA
Na casa onde eu morava,
Caíram janelas e telhados.
A sala toda iluminada,
Com traços já condenados.
Sonhei com outra morada...
A porta nem sempre abriu.
Cantei primaveras mais livres,
A historia que nunca se ouviu.
Dentro da cidade uma aldeia,
Erguem-se rasgos intocáveis.
Desertos, pântanos, reinos.
Criam-se nações intocáveis.
Fugir para um abrigo certeiro,
Pensar construir e colher.
Nem sempre a cidade grita,
A firmeza do que eu quero ser.
Tentam de mim fazer país,
Cairão em todos os seus fins.
Viverei à espera de um senão...
Rompe o mal pela raiz.
A terra onde sonho morar,
Não tem muros nem fronteiras.
As passadas são amplas.
Transcendo as barreiras.
Omnichord, 2026
- Categoria
- Pop Songwriting Letra X









