PEDRAS AO MAR
Eu queria ser o mar de altivo porte
Que ri e canta a vastidão imensa
Eu queria ser a pedra que não pensa
A pedra do caminho rude e forte
Mas o mar também chora de tristeza
E as árvores também como quem reza
E abrem aos céus os braços
Como um crente
Eu queria ser o sol e a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte
E o sol altivo e forte ao fim de um dia
Tem lágrimas de sangue na agonia
E as pedras essas pisa-as toda a gente
Letra : Poema adaptado de Florbela Espanca, “Desejos Vãos”
Música: João Rodrigues
Violino : Miguel Berkemeier
Imagem: Rui Veiga, ed1toR, Ruvim Miksanskiy, Miles Iwes, Sean Johnston, Taryn Elliott, Roman Odintsov, Engin Akyurt, Arnav Kainthola, Oleg Gamulinkskii, Cottonbro Studio - pexels.com
Edição: João Espadinha - @ojoaosemtil
- Categoria
- Heavy Metal Pop Letra H









