Miguel Araújo - Por Fora Ninguém Diria
03. Elogio da Preguiça
CRÉDITOS MÚSICA
Letra e música: Miguel Araújo
Gravado no Estúdio Chiu, no Porto, ao longo dos anos de 2023, 2024 e 2025
Miguel Araújo: produção, voz, violão nylon (yulong guo), guitarras eléctricas (Fender Jazzmaster, Gibson Nighthawk, Gretsch New Yorker), Baixo (Fender Mustang JMJ), Clavinet, Fender Rhodes, Mini Moog, bateria, bombo popular, palmas, shaker, coros.
Gravação, captação e edição: Bruno Pereira
Mistura: João Sampayo
Masterização: Adam Ayan
Fotografias: Marta Pina
Grafismo: Maria João Pimentel Barbosa
CRÉDITOS VÍDEO
Filmado no Parque do Rio Ofir Hotel, em Ofir.
Realização, Fotografia e Edição - André Tentugal
Assistente realização - Bruno Nacarato
Assistente de câmara - Bruno Fernandes
Assistente de iluminação - Joaquim Moreira e Vasco Araújo
Assistente de produção - Jade Tavares
Maquilhagem e Cabelo - Ana Lopes
Legendagem - Maria Fonte
Agradecimento especial - Gil Ribeiro da Silva (Parque do Rio Ofir Hotel)
Letra:
Ócio ou negócio?
Posso ou Não posso?
Peso, meço.
Preso ao prazo,
Eu prezo o praze
De não fazer caso.
Viço ou preguiça?
Vício ou ofício?
Dedico-me ou abdico?
Ao comprido me estico e
Remeto mais este caso ao acaso
Viver é ver o sol morrer no azul do mar
Saber andar é saber deixar andar
Não há nada, nada
Não há nada
Como não fazer nada
Amanso ou avanço?
Aceito ou declino?
A qual me inclino?
Reclino o encosto e com gosto
A um eterno agosto me entrego
Luta ou leito?
Labuta ou deleite?
Leve, me levo
Demito-me logo ou delego em alguém
E a mim me relego
Viver é ver o ver o sol morrer no azul do mar
Saber andar é saber deixar andar
Não há nada, nada
Não há nada
Como não fazer nada
Fumigo em mim a formiga
Fumo um cigarro, sigo cigarra
Sou Nero de lira
Em delírio por ver tudo a arder
Em paz
Não há nada, nada
Não há nada como não fazer nada
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