Mão Verde - De Vitória em Vitória

35 Visualizações
Published

"De Vitória em Vitória"
Mão Verde III (www.maoverde.pt)

MÚSICA
Letra: Capicua
Música: António Serginho, Francisca Cortesão e Pedro Geraldes
Mistura: Cláudio Tavares
Masterização: Mário Barreiros

VÍDEOS
Realização: JUNO
Direção de arte: Macedo Cannatà
A partir de ilustrações de: Bernardo Carvalho
Produção: Confederação
Apoio técnico: Maria Manada e Miguel Ângelo
Com a participação de: Abril, Amadeo, Ana Teresa, Leonor, Lucas, Massimo, Matias, Nadir, Tomé, Zarco

Mãozinhas:
Abril da Costa Mesquita, Amadeo Cannatà, Ana Teresa Menezes, Lucas Cannatà, Massimo Cannatà

Agradecimentos:
Cláudia de Freitas, Luís Tinoco Azevedo, Paula Cerqueira, António Barbot, Maria Cândida Ramos, Pedro Menezes, Patrícia Costa, João Mesquita, Sónia Dias, Francisca Soares, Sala-Estúdio Perpétuo Socorro, Casa Brava

LETRA:
Eva não foi feita da costela de Adão
Essa história é falsa, ninguém crê nessa versão
Da costela de Adão nasceu antes a monstera
Eva fez se a si mesma como uma mulher moderna
Há muita história mal contada nos tais contos de fadas
Como isso de beijar as princesas desacordadas
Há que haver consentimento, a todo o momento
Que o nosso corpo é nosso e é sagrado como um templo
Dizem coisas mentirosas, que as madrastas são maldosas
E que são invejosas da beleza das mais novas
Dizem que lobos e bruxas são sempre o vilão
E que um príncipe encantado a cavalo é a salvação!

Isso são mentiras, como “Clarisse no pais das sapatilhas”
Isso é letra morta, são histórias tortas, como o “O Pato das botas”
Isso não existe e se existiu hoje é memória!
De vitória em vitória, nós mudamos a História!

Mas na vida real também há muitas mentiras
Haver jogos de rapazes e outros de raparigas
Que a força está no músculo, se afinal é na vontade
Que por seremos diferentes, é natural a desigualdade
Dizem: rapazes não choram e não usam cor de rosa
Têm de ser destemidos e adorar jogar à bola
Que meninas são piegas, mazinhas para as colegas
Que é sua a lida doméstica, sem partilhar tarefas
Que há profissões de homem e ainda dizem que é normal
Que mulheres recebam menos quando o trabalho é igual
Só histórias mal contadas e contos antiquados
Que nos impedem de ser livres, felizes, realizados

Isso é só paleio, mentir é feio como “Os dois porquinhos” ou “O Ratinho Feio”
Isso é um engodo, é um engano, como o “Peter Pano”
Isso não existe e se existiu hoje é memória!
De vitória em vitória, nós mudamos a História!

Somos nós quem faz a história, podemos fazer diferente
Como quem lutou pra ser melhor pra toda a gente
Viver em igualdade não tem de ser uma disputa
Não temos de andar à bulha, é preciso irmos à luta!
Cada um como quiser, homem ou mulher
Menino, menina, ser, todos podem pertencer
Cor de rosa, azul, lilás, rapaz, maria capaz
Arco-íris, tanto faz, só tu sabes quem tu és
É da tua conta, só tu sabes de quem gostas
É que afinal de contas, o mundo dá muitas voltas
Não cabe a ninguém ditar a nossa trajetória
De vitória em vitória, nós mudamos a História!

Basta de fraude, basta de logro, como a “Branca de creme” ou o “Pedro e o Bolo”
Chega de treta, é uma peta, como “Amadeu e Violeta”
Isso não existe e se existiu hoje é memória!
De vitória em vitória, nós mudamos a História!

Categoria
Pop Letra M