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Um Corpo Estranho - Grifo

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GRIFO

VÍDEO:

Realização e Edição: Mário Guilherme

ÁUDIO

João Mota: Voz, Coros.
Pedro Franco: Coros, Guitarras, Baixo, Banjo, Percussões, Programações, Sintetizadores.
Diogo Sousa: Bateria

Captação e edição: Pedro Franco
Produção: João Mota e Pedro Franco
Mistura: Pedro Franco e Sérgio Mendes
Masterização: Sérgio Mendes
Produzido por Sérgio Mendes e Um Corpo Estranho

Agradecimentos:

António Aleixo
Pedro Estevão Semedo
Sende

© & ℗ 2026 Malafamado Records

Grifo
Letra: João Mota / Música: Pedro Franco

Em voz triunfante, o grifo decreta que a terra dará o triplo da sorte.
Demite-se o tempo e os deuses da chuva são aprisionados com pena de morte.
A semente é podre e a fruta é passada, lambuzam-se os reis com polpa importada.
Por seu lado, à terra secou-se-lhe o ventre e as tetas azedam na boca da ninhada.

Nem deuses podiam ter tanto para desperdiçar,
Se um dia a gula acabar, não sobra nem ar.
Não vai durar a bonança, vai tudo acabar em nada,
Findou-se o conto de fada, fome à boca da ninhada.

O rebanho é manso se a ração sobeja
E à sombra da história dormita e boceja.

Categoria
Rock Indie Letra U